Quinta-feira, 20 de Março de 2008

Apresentando: fidus interpres

Caros leitores,

O Vivendo e Traduzindo não será mais atualizado. Para substituí-lo, acabo de inaugurar o blog fidus interpres.

Os artigos do Vivendo e Traduzindo continuarão aqui, para referência futura.

Agradeço a todos os que passaram por aqui nos últimos 11 meses, principalmente aos fiéis leitores que assinam o blog via RSS ou e-mail, aos colegas blogueiros que incentivaram visitas colocando links em seus blogs e aos visitantes que tomaram um pouco de seu tempo para deixar aqui seu comentário.

Para acompanhar o fidus interpres, aqui estão os dados:
Endereço: http://fidusinterpres.com
Feed RSS: http://feeds.feedburner.com/FidusInterpres

Visite o fidus interpres clicando na imagem abaixo:

fidus interpres

Confidências da cabine #6

Mais um trecho de "Sua Majestade, o intérprete", excelente livro de Ewandro Magalhães Jr.:

"Na grande maioria das vezes, a depender da língua, uma parte da platéia prescindirá da tradução. No caso de eventos em língua ingelsa, por exemplo, essa proporção pode chegar a 50%. Vale dizer que no brasil isso se deve menos à erudição e mais à vaidade. Nossa herança colonial atribui ao conhecimento das línguas um certo status social. Falar outros idiomas, sobretudo em determinados círculos profissionais, é prestígio que freqüentemente se traduz pecuniariamente, em promoções e privilégios. Já confessar desconhecimento de uma língua como o inglês é admitir publicamente uma forma contemporânea de analfabetismo e expor-se à amargura de algumas oportunidades perdidas. Por isso mesmo, verifica-se no Brasil uma resistência relativa ao uso dos receptores de tradução."

(Magalhães Junior, Ewandro. Sua Majestade, o Intérprete: O fascinante mundo da tradução simultânea. São Paulo: Parábola Editorial: 2007, p. 69.)

Quarta-feira, 19 de Março de 2008

Confidências da cabine #5

Mais um trecho de "Sua Majestade, o Intérprete", excelente livro de Ewandro Magalhães Jr.:

"Se analisarmos bem os temores mais freqüentes na mente de um intérprete iniciante, veremos que são, em sua maioria, sociais e circunstanciais, e não receios técnicos. Decorrem quase todos da insegurança em relação a um ofício que ainda não se conhece bem (...) No início da carreira, o que mais nos mete medo é o público. Quanto mais gente na platéia, pior. E se alguém vira a cabeça para trás, então, para procurar o intérprete dentro da cabine, aí aquele restinho de confiança que ainda resistia escorre pelo ralo. E bem podia ser um olhar de admiração!"

(Magalhães Junior, Ewandro. Sua Majestade, o Intérprete: O fascinante mundo da tradução simultânea. São Paulo: Parábola Editorial: 2007, pp. 64-65.)

Terça-feira, 18 de Março de 2008

Aprenda os segredos do Microsoft Word...

... no site Word MVP, que é elaborado por profissionais especializados no Microsoft Word. O site é inglês e merece ser visitado por quem quer tirar dúvidas sobre determinada função do Word, aprender novas funções "escondidas" ou simplesmente conhecer melhor esse programa tão usado em termos de quantidade de usuários mas tão pouco usado em termos de exploração de suas múltiplas possibilidades. Link aqui.

Conferências internacionais sobre localização

A Localization World é uma série de conferências pelo mundo afora totalmente dedicadas à localização (tradução e adaptação de websites e softwares conforme as especificidades do mercado local onde eles serão usados). Em 2008, duas conferências já foram planejadas: na Alemanha (Berlim) e nos Estados Unidos (Madison, Wisconsin).

Para saber mais sobre as conferências planejadas ou já realizadas, visite o site Localization World (em inglês).

Segunda-feira, 17 de Março de 2008

Mundo de gente #13: Tibete


Reflections on Pangong lake, originally uploaded by suhasyahoo.

Confidências da cabine #4

Mais um trecho de "Sua Majestade, o Intérprete", excelente livro de Ewandro Magalhães Jr.:

"... o intérprete não consegue manter-se completamente isento. Por mais imparcial que procure ser, acaba contribuindo com alguma coisa sua. Isso às vezes é feito conscientemente, às vezes não. Pode enriquecer a palestra, mas também levar ao seu empobrecimendo. Contudo, de uma forma ou de outra, sempre acontece. Num nível muito profundo, pré-verbal, não somos senhores de nossas escolhas vocabulares. Somos reféns, muitas vezes, de nossas fixações e neuroses."

(Magalhães Junior, Ewandro. Sua Majestade, o Intérprete: O fascinante mundo da tradução simultânea. São Paulo: Parábola Editorial: 2007, p. 54.)

Aspectos jurídicos dos direitos autorais do tradutor

Foi publicado ontem no portal Consultor Jurídico um ótimo artigo elaborado pela tradutora Margarete de Toleto Ressurreição, discorrendo sobre os aspectos jurídicos dos direitos autorais do tradutor. Confira abaixo alguns trechos:


(...)

Sendo o ofício do tradutor tão importante é de se indagar o motivo pelo qual este não é devidamente valorizado e, a legislação muitas vezes descumprida, deixando-se de atribuir os devidos créditos ao seu trabalho. O tradutor é autor de obra derivada, ou seja, ele é o autor de obra proveniente de uma obra primígena. Ele é autor do texto traduzido ou vertido para o idioma de chegada.

Isto porque não é possível, na maioria das vezes, fazer-se uma tradução literal do texto original. Nos idiomas, muitas vezes, não encontramos correspondências perfeitas entre palavras e expressões. A tarefa do tradutor é encontrar estas correspondências semânticas adaptando, recriando, sem alterar o conteúdo e o significado do texto original.

Por estas razões ao tradutor é dada proteção autoral. Seu trabalho é uma criação do espírito, “geistige Schöpfungen” dotada de criatividade e originalidade. Como autor de obra derivada, o tradutor detém dois tipos de direitos. O direito patrimonial e o direito moral. O direito patrimonial traduz-se no direito exclusivo de utilizar, fruir e dispor da obra literária, artística ou científica.

O direito moral do autor consiste no direito de reivindicar, a qualquer tempo, a autoria da obra; e no direito de ter seu nome, pseudônimo ou sinal convencional indicado ou anunciado, como sendo o do autor, na utilização de sua obra.

(...)


Leia o artigo na íntegra seguindo este link.

Domingo, 16 de Março de 2008

O mercado brasileiro de interpretação de conferências

Há meses circula entre tradutores uma monografia que pode interessar a muita gente que se interessa pela profissão de intérprete. Trata-se de "O mercado brasileiro de interpretação de conferências e seu ambiente de negócios", monografia elaborada em 2007 pelo intérprete Antonio Ayrton Simões Farias para conclusão do MBA Executivo Empresarial em Administração, Finanças e Negócios, da Escola Superior Aberta do Brasil (ESAB). Veja abaixo, o resumo da monografia:

Discussão do quadro atual de carência de dados e informações sobre o setor de serviços no Brasil, particularmente no mercado profissional da atividade conhecida como "interpretação de conferências". Enfatiza-se a necessidade de que os profissionais liberais e os pequenos empresários desse setor adotem uma visão holística, fundamentada em informações e dados concretos do ponto de vista de mercado, de forma a ampliar suas chances de êxito em seus empreendimentos. Para tal, foram feitos estudos comparativos baseados em informações fornecidas por profissionais do setor da oferta de serviços e, por outro lado, foi realizada uma análise baseada no setor da demanda por esses serviços mediante o levantamento de dados de uma das poucas pesquisas especializadas em nível nacional nos últimos anos. De posse desses dois referenciais, foram realizadas inferências específicas no intuito de esclarecer a posição atual do segmento estudado. Conclui-se que há uma necessidade de uma coleta e análise mais sistemática e mais freqüente de dados, no intuito de tornar mais claros os diferentes ambientes de negócios para apoio aos profissionais que atuam nesse segmento.

Para baixar a monografia completa em arquivo PDF, siga este link.

Direitos autorais e ética profissional

Excelente artigo do colega Adail Sobral sobre direitos autorais de traduções, publicado em 4.3.2008 no Observatório da Imprensa:

Direitos autorais e ética profissional
Por Adail Sobral em 4/3/2008


Segundo a Lei de Direitos Autorais brasileira, qualquer tradutor pode pegar um livro em domínio público, traduzir e apresentar a um editor. E, claro, a ele pertencerá o direito patrimonial e moral dessa tradução, a não ser que ele ceda a terceiros o direito patrimonial, já que o moral é inalienável. Em outros casos, qualquer tradutor pode ceder os direitos patrimoniais a um editor, permanecendo, contudo, com os direitos morais. Logo, há, no que se refere a direitos, dois tipos de tradução e por isso nós, tradutores, temos de protestar contra abusos de direitos cobrindo esses dois tipos de situações.

O texto do abaixo-assinado, ou manifesto, não pretendia, contudo, discutir essas questões, ainda mais porque mesmo os direitos morais não são reconhecidos no caso que constitui nosso móvel, tendo os editores infratores chegado ao ponto de atribuir textos de um tradutor a outro tradutor, que aceitou esse papel.

Prós e contras da legislação

Seja como for, há mais questões a serem tratadas:

1. Por que nós, tradutores, não podemos comprar direitos de tradução, mas só vender direitos da tradução?

O legislador simplesmente partiu do fato de o uso ser esse e o consagrou, o que é natural, já que a lei não veio de uma consulta pública aos tradutores, tendo atendido mais a alguns tradutores consagrados e aos editores.

2. A lei dos direitos autorais permite que assinemos os contratos que assinamos, mas não nos impede de lutar para haver outros tipos de contrato. No capítulo da cessão de direitos (Capítulo V - Arts. 49-52), a lei faculta firmar contratos de vários tipos, respeitadas as demais determinações suas, podendo assim algum editor reconhecer direitos patrimoniais a um tradutor. Não é porque isso não costuma acontecer que não poderia vir a acontecer.

3. Uma coisa interessante é que esse capítulo V permite entender que o uso de uma tradução em um meio que não o contratado (ou seja, se cedemos direitos para um livro e o texto é usado num CD, p. ex.) geraria novo pagamento.

4. Enfim, o legislador não tem como prever todos os casos específicos. Para estes existem as regulamentações, jurisprudências e tribunais. Podemos ser a favor ou contra os dispositivos legais, mas a lei estabelece o que estabelece. E teremos de lutar para mudar a lei, se for esse nosso desejo.

5. Por fim, há outra questão mais ampla que envolve a relação entre direitos do tradutor ao seu texto e os direitos do editor de fazer uma revisão. Bem, tudo depende do que se chama de texto legível – e me refiro a isso porque a alegação dos editores para alterar textos cujos direitos foram cedidos (em geral antes da revisão) é a legibilidade. Os contratos admitem que o editor recuse um texto (o que é justo), mas não que o tradutor recuse uma revisão (o que é injusto). Embora um texto efetivamente ilegível seja fácil de verificar – e quem o produz, em geral, não é tradutor profissional –, um texto sujeito a diferenças de avaliação sobre qualidade não o é. Há casos em que o revisor pode piorar ou mutilar ou prejudicar o texto traduzido, seja por rigidez gramatical, excesso de rapidez na revisão, ignorância do assunto, baixa remuneração, ou porque não ficou meses em contato com o livro e não o percebe como a totalidade que é, ou então porque o editor parou no tempo ou não entende que um livro escrito há 50 anos não pode ser traduzido como um que foi escrito há cinco, já que, se a língua muda segundo o ambiente social, o clima de época tem de ser preservado a par do respeito a novas formas de expressão. Há hoje tradutores que preferem traduzir os fragmentos de Heráclito, p. ex., como fragmentos, o que eles são, e não como um texto coeso e coerente, o que eles não são.

(...)
Leia o resto aqui

Sábado, 15 de Março de 2008

Podcast: alemão americano

Ouça abaixo um interessante podcast do blog Lingua Franca, da rádio australiana ABC Radio National. O assunto é uma variante do alemão que existe hoje nos Estados Unidos e poderia ser chamada de alemão americano. Essa variante se desenvolveu após a chegada de imigrantes alemães à Pensilvânia, no Nordeste dos Estados Unidos, no século XVII. O podcast, em inglês, tem a contribuição de uma estudiosa do alemão da Pensilvânia, que detalha aspectos interessantes desse dialeto. Confira:










[ Download do mp3 ]

Sexta-feira, 14 de Março de 2008

Glossário alemão-alemão: bancos e finanças

Este é um pequeno e ótimo glossário hospedado em um portal alemão de comparações de serviços de seguros, previdência e bancos e contém termos bancários e financeiros usados em documentos alemães. Está somente em alemão, sem tradução para outro idioma. Em traduções, ele pode servir, por exemplo, para verificar a definição de determinados termos para que o tradutor possa estabelecer a equivalência desses termos com termos em português. Clique aqui para acessar.

Quinta-feira, 13 de Março de 2008

Confidências da cabine #3

Mais um trecho de "Sua Majestade, o Intérprete", excelente livro de Ewandro Magalhães Jr.:

"Na verdade, falar em 'simultânea' é inapropriado, uma vez que há sempre um retardo, mínimo que seja, entre o que é dito pelo palestrante e o discurso produzido na interpretação. O intérprete precisa de um tempo para processar e reformular o conteúdo. E, naturalmente, precisa ouvir antes de dar início ao processo de tradução. Não dá para ser completamente simultâneo."

(Magalhães Junior, Ewandro. Sua Majestade, o Intérprete: O fascinante mundo da tradução simultânea. São Paulo: Parábola Editorial: 2007, p. 44.)

Imagens da Alemanha #16


Biergarten in Merzbach, originally uploaded by fsaid.

Quarta-feira, 12 de Março de 2008

Ferramentas para tradutores de galego

O Seminario de Lingüística Aplicada, da Universidad de Vigo elaborou uma série de ferramentas lingüísticas on-line que certamente serão muito úteis para tradutores de galego:

Tradutor automático espanhol-galego APERTIUM
http://sli.uvigo.es/tradutor/

OrtoGal: corretor ortográfico de galego on-line
http://sli.uvigo.es/corrector/

Diccionario CLUVI inglês-galego on-line
http://sli.uvigo.es/CLIG/

Corpus lingüístico elaborado pela Universidad de Vigo
http://sli.uvigo.es/CLUVI/

Corpus técnico do galego
http://sli.uvigo.es/CTG/

TUVI: banco de dados terminológico e textual da Universidad de Vigo
http://sli.uvigo.es/TUVI/

Aquén: dicionário de toponímia galega
http://sli.uvigo.es/toponimia/

Freeling gallego: ferramenta para análise lingüística automática do galego
http://sli.uvigo.es/lingua/

Código de ética para tradutores literários

Elaborado pelo CEATL (Consejo Europeo de Asociaciones de Traductores Literarios):

1. Cualquier persona que ejerza la profesión de traductor literario afirma con ello poseer un buen conocimiento de la lengua a partir de la que traduce (lengua de partida) y de la lengua en la que se expresa (lengua de llegada). Esta última debe ser su lengua materna, o una lengua de la que posea el mismo grado de conocimiento que de su lengua materna, de igual modo que los escritores lo poseen de la lengua en la que escriben.

2. El traductor debe ser consciente de la limitación de su competencia y abstenerse de traducir un texto del que no pueda dominar la escritura o el ámbito de conocimiento al que pertenezca.

3. El traductor debe de prohibirse aportar al pensamiento o a la expresión del autor modificaciones tendenciosas, amputar o enriquecer los textos sin un acuerdo expreso pactado con el autor o con sus representantes.

4. Cuando no se pueda realizar una traducción desde su versión original y el traductor deba recurrir a otra traducción, éste debe asegurarse de la conformidad del autor y mencionar el nombre del traductor del que ha utilizado el material.

5. El traductor se compromete a respetar el secreto profesional cuando su trabajo le exija la utilización de documentos confidenciales.

6. El traductor literario debe tener un buen conocimiento de los derechos de autor al igual que de los hábitos de la profesión, y estudiar lo que a este respecto firme en su contrato de traducción.

7. El traductor se abstendrá de perjudicar a la profesión aceptando condiciones que no garanticen la calidad del trabajo o perjudiquen deliberadamente a un colega.


Fonte: SIIT Virtual

Terça-feira, 11 de Março de 2008

Primeiros dicionários de acordo com o acordo ortográfico

Publicado ontem pela Agência Lusa:

Portugal ganha dicionários com regras do acordo ortográfico

Lisboa, 10 mar (Lusa) - Na seqüência da aprovação da ratificação do segundo protocolo modificativo do acordo ortográfico pelo governo português, na quinta-feira passada, a Texto Editores lança, na próxima sexta, dois dicionários e um guia já com as alterações previstas no idioma.

Segundo informação divulgada nesta segunda-feira pela editora portuguesa, as edições - que, por ora, serão lançadas apenas em Portugal - "visam dar a conhecer as alterações introduzidas pelo acordo ortográfico de 1990".

Uma fonte da editora explicou à Lusa que serão editados dois dicionários e um guia: o "Novo Dicionário da Língua Portuguesa - Conforme Acordo Ortográfico", o "Novo Grande Dicionário da Língua Portuguesa - Conforme Acordo Ortográfico" e o guia intitulado "Atual - O novo acordo ortográfico - O que vai mudar na grafia do português".

As três publicações contam com a colaboração dos lingüistas João Malaca Casteleiro e Pedro Dinis Correia e são as primeiras obras lexicográficas elaboradas em Portugal segundo a nova forma de escrever o português.

"Estas obras foram totalmente atualizadas do ponto de vista lexicográfico e refletem uma criteriosa e adequada modernização vocabular e uma significativa inclusão de vozes originárias do Brasil e dos países africanos de língua oficial portuguesa", diz o comunicado da Texto.

O "Novo Grande Dicionário da Língua Portuguesa - Conforme Acordo Ortográfico" possui mais de 250 mil verbetes, "constitui uma obra ampliada, de luxo, em caixa de dois volumes, de 1.024 páginas cada um", disse a mesma fonte.

"Esta edição - acrescentou - apresenta um aspecto gráfico inovador, com capa em couro branco, títulos gravados em relevo prata e bronze e tamanho superior ao habitual".

O "Novo Dicionário da Língua Portuguesa - Conforme Acordo Ortográfico", "de caráter mais utilitário, para uso diário em ambiente acadêmico e profissional", possui 125 mil verbetes.

"Atual - O novo acordo ortográfico - O que vai mudar na grafia do português" é, segundo a nota da Texto, "um guia acessível e de consulta rápida sobre as principais mudanças no acordo".

Link aqui

Confidências da cabine #2

Mais um trecho de "Sua Majestade, o Intérprete", excelente livro de Ewandro Magalhães Jr.:

"Entre intérpretes, chamar um colega de tradutor é quase uma ofensa. De fato, a denominação correta é 'interpretação simultânea' e mais acertado seria dizer sempre intérprete e não tradutor (...) Na verdade, traduzir e interpretar são verbos e ações que se interpenetram. Uma coisa não existe sem a outra. A distinção terminológica cumpre apenas um fim didático e só é valorizada mesmo por intérpretes e tradutores. As pessoas que assistem ao trabalho de interpretação, e o aplaudem, não ligam para isso. Para elas, alias, é 'tradução simultânea' e pronto. Portanto, a escolha entre uma ou outra forma depende, em parte, de com quem estejamos falando."

(Magalhães Junior, Ewandro. Sua Majestade, o Intérprete: O fascinante mundo da tradução simultânea. São Paulo: Parábola Editorial: 2007, pp. 25-26.)

Segunda-feira, 10 de Março de 2008

Glossário técnico multilíngüe (inglês, alemão, espanhol, português etc.)

Este é um glossário técnico desenvolvido pela Festo, empresa líder mundial no mercado de pneumáticos e componentes para sistemas de automação. O glossário contém termos em oito idiomas: árabe, inglês, francês, alemão, italiano, português, espanhol e sueco. Basta selecionar o idioma, escolher a sub-área e navegar pelo glossário, ou então pesquisar um termo específico no campo de pesquisa localizado na coluna direita da página. Vale a pena conferir. Link aqui.

Domingo, 9 de Março de 2008

Oficina intensiva de interpretação em Monterey, Califórnia

Para quem estará na Califórnia em maio e tem interesse em interpretação simultânea inglês-português, uma dica interessante é a oficina intensiva oferecida pelo Monterey Institute e ministrada pelo intérprete e tradutor Ewandro Magalhães Jr., autor do livro "Sua Majestade, o Intérprete". A oficina terá duração de 3 dias e carga horária de 20 horas. Veja abaixo a ementa do curso:

This 20-hour intensive, hands-on course provides participants an opportunity to experience the challenge and excitement of simultaneous interpretation in a controlled setting, with extensive feedback from the instructor and effective peer review. The workshop uses an innovative approach of practice followed by discussion and self-assessment, and has been successfully conducted in Brazil for over eight years. The course’s main purpose is to give participants first-hand experience in the interpretation booth, through staged exercises followed by an in-depth exploration of the important historic and theoretical underpinnings of conference interpretation. Candidates must be fluent in English and Portuguese and have at least some translation or interpreting experience. The course is recommended for translators, community interpreters, court/healthcare interpreters in the Portuguese/English language pair.

Para saber mais detalhes, clique aqui e baixe um informativo em formato PDF.